Um giro pela Ucrânia antes da guerra civil

Diretamente de um caderno ucraniano de 2010, as impressões dos lugares que visitei e algumas fotografias. O itinerário? Mariupol (meu lar ucraniano), Kharkiv, Kiev, Lviv, Odessa, Donetsk e Mariupol novamente.

Mariupol cidade portuária e industrial; o russo é a língua oficial; os prédios soviéticos e as ruas são todos iguais; o supermercado gigante no meio da estrada tocava Caetano Veloso; grande tradição proletária; tem a melhor pizza do mundo; sinto saudade dos pães de cereja; o cheiro da fábrica de chocolate deixava tudo mais especial no fim de tarde; cama de molas; banheiro de fossa no chão; refeição de operário: borsch, varenik, batata, sopa de cogumelo, repolho e pão com papoula; aluninhos queridos; saímos no jornal da cidade! Os ilustres visitantes brasileiros, antes de Dentinho e Mulher Samambaia.

Kharkiv muito frio; fiquei pouco tempo; refeições na estação de trem – pior cachorro quente que comi na vida.

Kiev é muita emoção para quem gosta de história; igrejas incríveis e construções antigas; ruas largas e muitos monumentos – tem pouco da alma soviética; o metrô e a sede dos correios têm cheiro de cachorro molhado; impossível vencer o “face control” das baladas usando all star verde; refeições não proletárias.

Lviv é o lugar dos exageros: tem muitos caixas eletrônicos espalhados pelas ruas; os fios elétricos são incontroláveis; é a cidade com mais igrejas na Ucrânia e com templos de todas as religiões possíveis; grupos nacionalistas esfaqueiam imigrantes; já foi da Polônia; point do Natal Ortodoxo, com peregrinos de todas as partes do país.

Odessa é o amor em forma de cidade; tempo bom e sem neve; o Mar Negro é incrível; muitos jovens, o que significa mais gente que entende inglês; comida boa; escadaria do Encouraçado Potenkim; o porto é gigante; muitos turistas e imigrantes.

Donetsk maior cidade do leste ucraniano. Graças ao Shaktar Donetsk, a maioria dos habitantes de lá sabem que o Brasil existe. O Fernandinho é ídolo e tem até estátua. Para nós, era o “lugar mais perto de Mariupol com um McDonalds”, o que fez a alegria de alguns do grupo.

Para saber como tudo está agora, veja as imagens de Maxim Donduk 

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