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		<title>Terra sem pão, o documentário surrealista</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 19:26:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafaela Musto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Marcadas por elementos surrealistas e inconformismo diante das estruturas pré-estabelecidas, as obras do cineasta espanhol Luis Buñuel causam inquietação e estranhamento em seus espectadores, por conta da presença de imagens intensas e alucinantes, muitas vezes de duplo sentido. Em 1933, &#8230; <a href="http://locomotivanarede.wordpress.com/2011/12/13/terra-sem-pao-o-documentario-surrealista/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=locomotivanarede.wordpress.com&amp;blog=9682013&amp;post=241&amp;subd=locomotivanarede&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://locomotivanarede.files.wordpress.com/2011/12/1254016570651_f2.jpg"><img src="http://locomotivanarede.files.wordpress.com/2011/12/1254016570651_f2.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" title="" width="300" height="225" class="alignleft size-medium wp-image-244" /></a>
<p>Marcadas por elementos surrealistas e inconformismo diante das estruturas pré-estabelecidas, as obras do cineasta espanhol <strong>Luis Buñuel</strong> causam inquietação e estranhamento em seus espectadores, por conta da presença de imagens intensas e alucinantes, muitas vezes de duplo sentido.</p>
<p>Em 1933, após a estreia de “Um Cão Andaluz”, parceria bem-sucedida com Salvador Dali, que conta com uma estética composta por um simbolismo bizarro e provocador como forma de se alcançar a concretização dos desejos humanos, e “A Idade do Ouro”, com um ataque polêmico aos costumes da época e à Igreja Católica, Buñuel decide embarcar com sua equipe para a região de Las Hurdes, na Espanha.</p>
<p>Situada ao norte da província de Cáceres, o povoado de Las Hurdes, na época com pouco mais de dez mil habitantes, era desconhecido para o restante da Espanha até 1922, quando foi construída a primeira estrada ligando a região à província de Salamanca.</p>
<p>Esta viagem resultou no único documentário produzido por Buñuel, um filme de 27 minutos descrito logo em sua primeira cena como um “ensaio cinematográfico de geografia humana”.</p>
<p><strong> “Terra sem Pão”</strong> capta através das lentes da câmera imagens do cotidiano miserável dos hurdanos, retratando seus costumes, as doenças que afetam o povoado e outros problemas sociais enfrentados por eles.</p>
<p>Na época de seu lançamento, o filme foi bastante criticado e sofreu censura do governo da Segunda República espanhola, pois mostrava uma realidade de extrema pobreza que os governantes do país queriam ocultar, em um momento em que discussões sobre reforma agrária se espalhavam pelo território.</p>
<p>Mesmo se tratando de um documentário e não de uma história ficcional, Buñuel utiliza o cinema como instrumento de poesia e máquina do surreal. E é principalmente pelo uso destes elementos em um retrato da realidade da miséria humana que as análises críticas persistam em taxar o filme como irônico, alegando a existência de declarações desrespeitosas e satíricas sobre os habitantes de Las Hurdes, como se fossem culpados pela sua pobreza.</p>
<p>A respeito da estrutura fílmica do documentário, Buñuel justapõe imagens dos hurdanos em suas atividades cotidianas, envoltos em pobreza, se banhando e bebendo a água escassa de um rio poluído, crianças frequentando uma escola sem recursos, o interior de casas onde a existência de uma cama é sinal de luxo e pessoas morrendo nas ruas por conta de doenças.</p>
<p>Toda as imagens são acompanhadas por uma narração em <em>off, </em>de um narrador que não aparece no filme. O texto que funciona como comentário descritivo das imagens foi escrito pelo poeta Pierre Unik, e é o que constrói a narrativa do filme.</p>
<p>Sem a narração, portanto, seria impossível identificar qual é o local, quem são as pessoas e o que pretende se extrair de cada situação no filme. Em síntese, o texto funciona como a legenda das imagens.</p>
<p>Outro elemento interessante é a presença da IV Sinfonia de Brahms durante o documentário inteiro, combinação que leva muitos críticos a rotularem o filme de insensível e imaturo ao tratar da miséria humana.</p>
<p>Claramente influenciado pela estética surrealista, o retrato de geografia humana de Buñuel explora além das aparências, fomentando a confusão entre subjetividade e objetividade.</p>
<p>Uma cena interessante é quando o diretor mostra a escola dos hurdanos, reforçando que o ensino primário de lá é semelhante ao dado no restante do mundo, apesar das más condições do local. Ainda, nesta cena aparece um menino que é orientado pela equipe de filmagem a escrever algum dos ensinamentos morais aprendidos em sala de aula: respeitar os bens alheios, eis o que ele escreve na lousa.</p>
<p>Outro ponto importante, e comum aos outros filmes de Buñuel, é a crítica à Igreja Católica.Em Las Hurdes, os poucos locais luxuosos e conservados são as igrejas, mantidas pela devoção e fé do povo faminto. Nesta passagem, o narrador observa: “aqui as pessoas crêem em Deus, da mesma forma que as outras pessoas em qualquer lugar do mundo”.</p>
<p>Em várias cenas, a voz da narração tenta alfinetar os espectadores, provocando um desconforto propiciado pelas imagens de pobreza acompanhadas de comentários, misturada com pontos de vista, dando a sensação de que pode ser ao mesmo tempo uma ironia e uma denúncia.</p>
<p>Um exemplo disso é a cena que mostra os “idiotas” de Las Hurdes, doentes mentais cuja narração se refere como cretinos, ressaltando que podem ser violentos e difíceis de aproximar.</p>
<p>O documentário também levanta um aspecto de discussão que persiste no campo jornalístico, seja em obras de texto, fotografia ou documentário visual, que é a intervenção do profissional ao tentar retratar uma realidade. Em “Terra sem Pão”, nos deparamos pelo menos com duas cenas que trazem consigo este dilema.</p>
<p>Uma delas ocorre quando os cinegrafistas se deparam com uma menina jogada na calçada, que com esforço consegue dizer que está lá há três dias, por conta de uma enfermidade. Um membro da equipe se aproxima dela e a examina, constatando uma grave inflamação em sua garganta. Alguns dias depois, eles são informados de que a menina morreu, fato que se transformou em um grande evento do povoado, pois “a morte é um dos poucos acontecimentos de Las Hurdes”, como ressalta a voz do narrador.</p>
<p>Além disso, em nenhum momento há a perspectiva de um habitante local ou governante sobre a vidaem Las Hurdes.</p>
<p>A situação levanta a questão inconclusiva sobre o distanciamento do profissional, seja ele artista, jornalista, cineasta ou sociólogo, ao se deparar com um problema que pode ser solucionado com uma intervenção.</p>
<p>No caso desta obra, Buñuel optou pelo testemunho, capaz de somente mostrar imagens do cotidiano que ocorreram na região durante sua estadia.</p>
<p>De um modo geral, o filme de Buñuel contém aspectos muito particulares, distintos dos encontrados em outros relatos documentais de vídeo, antigos e contemporâneos.</p>
<p>Nele, o diretor revela situações perturbadoras ao governo espanhol ao mesmo tempo em que coloca em xeque a quase incontestável afirmação de que a imagem documental é a realidade. Vale ressaltar que, neste caso, a construção da realidade dos hurdanos depende inteiramente do acompanhamento do texto narrativo descritivo.</p>
<p>Aqui, a imagem não fala por si, ao contrário de muitas produções que se utilizam de imagens em série autoexplicativas. Portanto, elas não têm autoridade para contextualizar a situação, fator extremamente necessário para o entendimento do que se pretende mostrar.</p>
<p>Assim, este importante relato surrealista de cunho etnográfico coloca as imagens como uma representação da realidade de um povo desconhecido, e não como a verdade dos fatos. Mais ainda, os elementos críticos, a ironia e a análise do tema só são passíveis de compreensão por meio do enunciado do narrador.</p>
<p> </p>
<p>           </p>
<p> </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/locomotivanarede.wordpress.com/241/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/locomotivanarede.wordpress.com/241/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/locomotivanarede.wordpress.com/241/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/locomotivanarede.wordpress.com/241/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/locomotivanarede.wordpress.com/241/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/locomotivanarede.wordpress.com/241/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/locomotivanarede.wordpress.com/241/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/locomotivanarede.wordpress.com/241/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/locomotivanarede.wordpress.com/241/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/locomotivanarede.wordpress.com/241/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/locomotivanarede.wordpress.com/241/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/locomotivanarede.wordpress.com/241/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/locomotivanarede.wordpress.com/241/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/locomotivanarede.wordpress.com/241/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=locomotivanarede.wordpress.com&amp;blog=9682013&amp;post=241&amp;subd=locomotivanarede&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Faust</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Oct 2011 02:18:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafaela Musto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com os olhos fechados saio correndo e entro no vagão. Não queria enxergar a confusão ao meu redor, tudo que eu quero é chegar. Numa esteira claustrofóbica &#8211; tipo linha de produção em série, com ordem, sem padrão e nem &#8230; <a href="http://locomotivanarede.wordpress.com/2011/10/17/faust/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=locomotivanarede.wordpress.com&amp;blog=9682013&amp;post=226&amp;subd=locomotivanarede&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com os olhos fechados saio correndo e entro no vagão. Não queria enxergar a confusão ao meu redor, tudo que eu quero é chegar.<br />
Numa esteira claustrofóbica &#8211; tipo linha de produção em série, com ordem, sem padrão e nem patrão &#8211; nem os olhos fechados e o deslocamento involuntário à próxima parada me impediam de olhar para mim mesma e perceber que talvez não desse mais, que talvez fosse hora de ir com calma, de escapar dali.<br />
Mas não faço nada, sigo. Ando depressa e mais atordoada. Tão atordoada que não consigo distinguir o farol dos carros da iluminação da rua, que não sei o nome, nem pra onde vai.<br />
Continuo andando, por um caminho mais longo que as outras pessoas, em uma velocidade maior do que deveria, e chego. E não é porque chego que paro, ou reparo.<br />
Um sorriso instantâneo, um olhar rápido, um abraço relâmpago e uma dúzia de mordidas num pão de forma.<br />
Finalmente parei e eles começaram. Meus olhos viram tudo o que queriam e o que não esperavam. Uma sensação que seria incrível de se ter pelo menos duas vezes por semana, como eu tive, vi, e ouvi. Aquela categoria de acontecimentos que, quanto mais se repetem, melhores ficam. Não dá pra esquecer a primeira, nem a segunda vez. Só da para desejar a próxima.<br />
Pode não ser a melhor coisa do mundo, nem a banda mais prazerosa de se ouvir, nem a performance mais inovadora de se ver, mas não é pra ser. Ainda bem. É como aquele amigo que incomoda a muitos, mas é sempre bem-vindo.<br />
Meu cansaço virou pó, meu corpo se eletrocutava e depois relaxava, quando entrava em contato com o som de uma britadeira, de uma guitarra alucinada ou de palavras em francês saindo da boca de alguém ou de um aparelho de rádio.<br />
Foram especiais. Foram necessários.<br />
Mas o que salvou mesmo foi o sanduíche.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/locomotivanarede.wordpress.com/226/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/locomotivanarede.wordpress.com/226/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/locomotivanarede.wordpress.com/226/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/locomotivanarede.wordpress.com/226/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/locomotivanarede.wordpress.com/226/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/locomotivanarede.wordpress.com/226/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/locomotivanarede.wordpress.com/226/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/locomotivanarede.wordpress.com/226/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/locomotivanarede.wordpress.com/226/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/locomotivanarede.wordpress.com/226/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/locomotivanarede.wordpress.com/226/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/locomotivanarede.wordpress.com/226/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/locomotivanarede.wordpress.com/226/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/locomotivanarede.wordpress.com/226/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=locomotivanarede.wordpress.com&amp;blog=9682013&amp;post=226&amp;subd=locomotivanarede&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Rock: uma crônica social norteamericana- Parte III</title>
		<link>http://locomotivanarede.wordpress.com/2011/07/18/rock-uma-cronica-social-norteamericana-parte-iii/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Jul 2011 15:31:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafaela Musto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Em homenagem ao Dia do Rock, aí vai a 3ª e última parte de um panorama histórico-cultural sobre a influência do rock no comportamento dos jovens norteamericanos dos anos 50 e sua importância para os movimentos culturais da década seguinte. <a href="http://locomotivanarede.wordpress.com/2011/07/18/rock-uma-cronica-social-norteamericana-parte-iii/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=locomotivanarede.wordpress.com&amp;blog=9682013&amp;post=220&amp;subd=locomotivanarede&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A contracultura e a esperança de um futuro melhor:</strong></p>
<p><a href="http://locomotivanarede.files.wordpress.com/2011/07/leary_smile.jpg"><img src="http://locomotivanarede.files.wordpress.com/2011/07/leary_smile.jpg?w=197&#038;h=300" alt="" title="Tim Leary" width="197" height="300" class="alignleft size-medium wp-image-221" /></a>
<p>Com a intensificação da Guerra do Vietnã, entre 1965 e 1967, começa de vez o movimento revolucionário da contracultura, marcado principalmente por uma radicalização dos protestos sociais sem precedentes, questionamento total às autoridades e propagação de propostas alternativas ao mundo consumista, como os ideais hippies, que exaltavam a natureza e a paz acima do conforto e do conformismo, e o psicodelismo, que trouxe consigo a importância da compreensão da mente individual como fundamental para a construção de uma sociedade melhor.</p>
<p> O psicodelismo não tinha nada a ver com movimentos políticos, mas funcionava com um aliado, já que pregava a criatividade livre de obstáculos e a expansão dos estados da mente.</p>
<p> As pesquisas de Timothy Leary sobre drogas alucinógenas e psicodélicas, como o LSD, é considerada como base para o desenvolvimento da corrente humansita da psicologia, por exemplo.</p>
<p>A síntese de todos os elementos da contracultura, vividos dentro e fora dos Estados Unidos, é o festival de Woodstock, que aconteceu em agosto de 1969. Woodstock foi uma espécie de cerimônia sagrada, o acontecimento de uma utopia, tendo a música como o motor de uma das maiores manifestações culturais e políticas já existentes.</p>
<p>O final da década deixou bem claro o impasse em que se encontravam os movimentos de contracultura.</p>
<p> Tinham dois caminhos a seguir: a destruição ou a assimilação, e o sistema capitalista parecia não dar espaço para o surgimento de um sistema alternativo.</p>
<p> Mesmo com os movimentos sociais engolidos pela sociedade, a contracultura e o rock’n’roll foram responsáveis por abalar estruturas, instituições e valores nunca antes questionados, como a liberdade de expressão, a homossexualidade e o aborto, e seu legado persiste por décadas influenciando gerações de artistas e movimentos de ruptura.</p>
<p>Veja um trecho de Jimmi Hendrix tocando em Woodstock:</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://locomotivanarede.wordpress.com/2011/07/18/rock-uma-cronica-social-norteamericana-parte-iii/"><img src="http://img.youtube.com/vi/uLH62RYa6OE/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p> E pra fechar com chave de ouro, fiquem com Cream tocando a grande Strange Brew!</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://locomotivanarede.wordpress.com/2011/07/18/rock-uma-cronica-social-norteamericana-parte-iii/"><img src="http://img.youtube.com/vi/hftgytmgQgE/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/locomotivanarede.wordpress.com/220/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/locomotivanarede.wordpress.com/220/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/locomotivanarede.wordpress.com/220/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/locomotivanarede.wordpress.com/220/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/locomotivanarede.wordpress.com/220/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/locomotivanarede.wordpress.com/220/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/locomotivanarede.wordpress.com/220/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/locomotivanarede.wordpress.com/220/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/locomotivanarede.wordpress.com/220/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/locomotivanarede.wordpress.com/220/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/locomotivanarede.wordpress.com/220/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/locomotivanarede.wordpress.com/220/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/locomotivanarede.wordpress.com/220/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/locomotivanarede.wordpress.com/220/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=locomotivanarede.wordpress.com&amp;blog=9682013&amp;post=220&amp;subd=locomotivanarede&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Rock: uma crônica social norteamericana &#8211; Parte II</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Jul 2011 02:12:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafaela Musto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Em homenagem ao Dia do Rock, aí vai um panorama histórico-cultural sobre a influência do rock no comportamento dos jovens norteamericanos dos anos 50 e sua importância para os movimentos culturais da década seguinte.Parte II
 <a href="http://locomotivanarede.wordpress.com/2011/07/17/rock-uma-cronica-social-norteamericana-parte-ii/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=locomotivanarede.wordpress.com&amp;blog=9682013&amp;post=214&amp;subd=locomotivanarede&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<p><strong>O início de uma década explosiva, os anos 60:</strong></p>
<p>No final dos anos 50, surge um movimento de jovens universitários que buscavam, através da literatura, um estilo de vida alternativo aos sistemas capitalista e comunista.</p>
<p> A chamada geração beatnik ficou conhecida por seu espírito de aventura, pela busca da liberdade, do antimaterialismo e da purificação do espírito. Um de seus principais expoentes, Jack Kerouac, publicou em 1957 o livro “On the Road”, conhecido como a bíblia do movimento, que retrata uma viagem dos jovens beats pelos Estados Unidos, em busca de liberdades ainda não experimentadas, da ausência de normas e da união da vida com a arte.</p>
<p>Diferentemente da juventude rebelde dos anos 50, os beatniks em geral preferiam o bebop e o cool jazz. É justamente por seu afastamento do rock’n’roll dos anos 50, que foram de grande importância para o desenvolvimento dos movimentos culturais da década posterior, antecipando o que seria um dos princípios básicos desses movimentos que estavam nascendo: o engajamento na procura e promoção incessante de uma forma de vida alternativa e pacifista.</p>
<p>No início dos anos 60, o resto do conformismo começa a se dissolver, apontando para o renascimento do radicalismo nas manifestações. Os jovens se opõem fortemente ao consumismo, às desigualdades sociais, ao racismo e à violência das guerras.</p>
<p>A ingenuidade dos anos 50 é perdida e se inicia um processo de politização da juventude, influenciada por acontecimentos mundiais como as lutas pelos direitos dos negros, com Martin Luther King, a Revolução Socialista Cubana, a Revolução Cultural Chinesa e, principalmente, a Guerra do Vietnã, que funcionou como um ponto de fusão para os movimentos culturais da juventude.</p>
<p>Assim, a carência de liderança e a falta de organização dos movimentos isolados são transformadas em um movimento organizado, lutando por causas comuns, uma ameaça real à sociedade puritana.</p>
<p>Representando uma indignação sem precedentes para a juventude, a Guerra do Vietnã foi um dos principais temas das canções de protesto e do folk rock, estilos musicais usados pelos universitários para expor suas reflexões e questionamentos sobre problemas políticos e sociais.</p>
<p><a href="http://locomotivanarede.files.wordpress.com/2011/07/dylan_baez.jpg"><img src="http://locomotivanarede.files.wordpress.com/2011/07/dylan_baez.jpg?w=300&#038;h=207" alt="" title="dylan_baez" width="300" height="207" class="alignright size-medium wp-image-215" /></a>
<p> Tais canções de protesto ficaram conhecidas com Bob Dylan, Joan Baez, Peter, Paul and Mary e Buffalo Springfield, sendo os dois primeiros símbolos do engajamento nas lutas estudantis e na propagação de uma sociedade pacifista.</p>
<p>Entretanto, por passarem seu recado através das letras, as canções de protesto não tinham instrumentos barulhentos e tampouco ritmos agitados.</p>
<p>A irreverência e a descontração só foram revitalizadas graças à influência da explosiva revolução musical iniciada pelas bandas britânicas, como Beatles e Rolling Stones.</p>
<p> O rock na Inglaterra era consumido e produzido por estudantes trabalhadores, e sua divulgação quase não saía do circuito operário de Londres e seu entorno. Assim, ele representava mais uma porta de acesso ao mundo da cultura norteamericana do que uma mercadoria ou forma de protesto.</p>
<p>Por isso, seu espaço para experimentações foi muito mais amplo do que nos Estados Unidos. Baseado, sobretudo na estrutura do blues americano, o rock inglês funcionou como um laboratório que veio a ser reproduzido pelo mundo afora.</p>
<p> Com a ida dos Beatles aos Estados Unidos, em 1964, o rock britânico começa a ser incorporado por grupos como Jefferson Airplane, Grateful Dead e Frank Zappa.</p>
<p>Responsáveis por desafiar a conduta sexual tradicional e a forma de se vestir, as apresentações dessas bandas se tornam cada vez mais incendiárias, são verdadeiros espetáculos de transgressão e atitude, transmitem em todas as notas musicais, a cada distorção do som da guitarra, e em suas performances a filosofia de vida que estavam buscando: sexo, drogas, rock’n’roll, paz e amor.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/locomotivanarede.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/locomotivanarede.wordpress.com/214/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/locomotivanarede.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/locomotivanarede.wordpress.com/214/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/locomotivanarede.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/locomotivanarede.wordpress.com/214/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/locomotivanarede.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/locomotivanarede.wordpress.com/214/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/locomotivanarede.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/locomotivanarede.wordpress.com/214/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/locomotivanarede.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/locomotivanarede.wordpress.com/214/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/locomotivanarede.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/locomotivanarede.wordpress.com/214/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=locomotivanarede.wordpress.com&amp;blog=9682013&amp;post=214&amp;subd=locomotivanarede&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Rock: uma crônica social norteamericana &#8211; Parte I</title>
		<link>http://locomotivanarede.wordpress.com/2011/07/13/rock-parte-i/</link>
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		<pubDate>Wed, 13 Jul 2011 16:11:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafaela Musto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Em homenagem ao Dia do Rock, aí vai um panorama histórico-cultural sobre a influência do rock no comportamento dos jovens norteamericanos dos anos 50 e sua importância para os movimentos culturais da década seguinte.
 <a href="http://locomotivanarede.wordpress.com/2011/07/13/rock-parte-i/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=locomotivanarede.wordpress.com&amp;blog=9682013&amp;post=200&amp;subd=locomotivanarede&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em homenagem ao Dia do Rock, aí vai um panorama histórico-cultural sobre a influência do rock no comportamento dos jovens norteamericanos dos anos 50 e sua importância para os movimentos culturais da década seguinte.<br />
O texto está divido em três partes, que serão postadas ao longo da semana!</p>
<p><strong>A sociedade de consumo norte-americana dos anos 50:</strong></p>
<p><a href="http://locomotivanarede.files.wordpress.com/2011/07/anos-501.jpg"><img src="http://locomotivanarede.files.wordpress.com/2011/07/anos-501.jpg?w=292&#038;h=300" alt="" title="anos-50" width="292" height="300" class="alignleft size-medium wp-image-211" /></a>Após deixar a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos consolida sua posição de grande potência mundial, ao sair intacto e poderoso do conflito. O momento é marcado pela ascensão da tecnologia e do consumismo, e a sociedade está mergulhada no conformismo, condição essencial para o funcionamento do sistema.</p>
<p>A década de 50 exigiu que a população substituísse o culto ao individualismo pelo conformismo consciente. Durante o governo de Eisenhower, agir segundo os próprios interesses significava não colaborar para o desenvolvimento coletivo e harmonioso da sociedade. Pessoas alienadas, que sacrificavam seus desejos de autonomia pessoal para se adaptar à lógica dos grupos (cada vez mais frequentes em universidades, empresas, bairros, igrejas, etc), eram os cidadãos ideais para continuar mantendo a segurança do sistema.</p>
<p>Com o início da Guerra Fria, momento em que os movimentos populares estavam estabilizados e as negociações entre patrões e operários tomavam o lugar das greves, a maior ameaça temida pelo governo era a subversão interna, uma contaminação das ideias comunistas em território nacional. Daí o surgimento da política que ficou conhecida como <em>“macartismo”</em>, uma verdadeira caça a qualquer ação ou produção que pudesse ser considerada comunista ou de esquerda.</p>
<p>Em meio à paranóia e a uma política racial segregacionista, a sociedade afluente dos anos 50, extasiada pelos grandes templos de compras, os <em>shoppings centers</em>, e obcecada pela aquisição de bens de consumo, propiciou (sem tomar conhecimento) o surgimento de uma cultura especialmente voltada ao público jovem, a <em>cultura rock</em>, de modo que grande parte da indústria cultural passou a ser dirigida a esse nicho, que consumia produtos que seguiam os padrões comportamentais ditados pela música e pelo cinema da época.</p>
<p><strong>Juventude transviada:</strong><br />
 <a href="http://locomotivanarede.files.wordpress.com/2011/07/jamesdean1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-202" title="JamesDean" src="http://locomotivanarede.files.wordpress.com/2011/07/jamesdean1.jpg?w=300&#038;h=204" alt="" width="300" height="204" /></a></p>
<p>A partir do surgimento da cultura do rock’n’roll, com doses de irreverência, os jovens começam a indagar o estilo de vida levado por suas famílias, sempre respeitando valores morais e comportamentais pré-estabelecidos.</p>
<p>O rock’n’roll, além de ser a trilha sonora da inquietude jovem, funciona nesse período como um divisor de águas na indústria fonográfica. Anteriormente ao seu surgimento, o consumo musical era dividido entre música para brancos, como a música popular romântica de Bing Crosby e Frank Sinatra e o swing das grandes orquestras de Glenn Miller e Benny Goodman, alvo das grandes gravadoras nacionais, e música para negros, comercializada por pequenas gravadoras regionais. Graças à fusão do rhythm and blues dos negros e o country and western dos brancos mais pobres das áreas rurais, ambos estilos veiculados por pequenas gravadoras, há uma transformação do tradicional esquema da indústria fonográfica dos Estados Unidos, já que as grandes gravadoras são obrigadas a se adaptar à demanda criada pela mistura de estilos propiciada pelo rock e incorporam pequenos artistas aos seus negócios.<br />
No entanto, ao ser incorporado pelas grandes gravadoras, o rock que é absorvido massivamente pela cultura jovem popular é aquele que ia parar no rádio e na televisão, cantado por brancos como Elvis Presley e Buddy Holly. Músicos essenciais para o desenvolvimento do estilo musical, como Chuck Berry e Little Richard, negros, não fazem parte do cenário popular em um primeiro momento.</p>
<p>Mesmo representando um choque para os padrões morais da época, o rock’n’roll da década de 50 não era uma música politicamente engajada em sua raiz, sua grande dose de inocência não acompanhava as atitudes transgressoras dos rebeldes. Ele representava ingenuamente as inquietudes da juventude, com letras que diziam sobre relacionamentos, histórias vividas no colégio, rachas de carro, etc, e que serviam de pano de fundo para a exaltação da dança e do ritmo, esses sim, agitados, irreverentes e subversivos, sobretudo aos olhos da classe média branca conservadora e tradicional.</p>
<p>Com a exaltação do rock, o jazz tradicional começa a perder seu espaço na década de 50, e caminha para um rompimento total com a música de massa e dançante, se tornando quase que uma arte abstrata, difícil de ser absorvida sem concentração. No filme Sementes da Violência, de 1955, por exemplo, há uma cena, embalada pela música Rock Around the Clock, interpretada por Bill Halley, em que alunos quebram uma coleção de discos de jazz tradicional de um professor, representando simbolicamente a ruptura da juventude transviada com os tabus e valores morais estabelecidos até então.</p>
<p>Um clássico pra fechar:</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://locomotivanarede.wordpress.com/2011/07/13/rock-parte-i/"><img src="http://img.youtube.com/vi/6ofD9t_sULM/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/locomotivanarede.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/locomotivanarede.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/locomotivanarede.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/locomotivanarede.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/locomotivanarede.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/locomotivanarede.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/locomotivanarede.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/locomotivanarede.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/locomotivanarede.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/locomotivanarede.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/locomotivanarede.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/locomotivanarede.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/locomotivanarede.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/locomotivanarede.wordpress.com/200/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=locomotivanarede.wordpress.com&amp;blog=9682013&amp;post=200&amp;subd=locomotivanarede&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">rafamusto</media:title>
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			<media:title type="html">JamesDean</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Não sei, talvez&#8230;</title>
		<link>http://locomotivanarede.wordpress.com/2011/07/05/nao-sei-talvez/</link>
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		<pubDate>Tue, 05 Jul 2011 23:40:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafaela Musto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; “Qual o seu nome?” Respondi. Repeti mais três vezes. Ele pareceu ter certeza do que cada letra significava, depois de ouvi-las repetitivamente, e me olhou só com o canto do olho esquerdo. Aquela fresta de olhar foi o suficiente &#8230; <a href="http://locomotivanarede.wordpress.com/2011/07/05/nao-sei-talvez/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=locomotivanarede.wordpress.com&amp;blog=9682013&amp;post=195&amp;subd=locomotivanarede&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>“Qual o seu nome?”</p>
<p>Respondi. Repeti mais três vezes. Ele pareceu ter certeza do que cada letra significava, depois de ouvi-las repetitivamente, e me olhou só com o canto do olho esquerdo.</p>
<p>Aquela fresta de olhar foi o suficiente para mim, que estava ali somente para responder.</p>
<p>“O que você está sentindo? Está tudo bem?”</p>
<p>Eu já havia pensado no que ia dizer alguns minutos antes, mas na hora eu não disse nada do que tinha planejado. Eu apenas senti. Não o que eu gostaria de ter sentido, mas o que meu corpo quis.</p>
<p>“Suas mãos estão geladas, você se sente mal?”</p>
<p>“É só tranqüilidade”, respondi. Mais com um sorriso de desabafo do que com as mãos, que estavam atreladas as dele e tremiam.</p>
<p>“Tranqüilidade, hum”&#8230;ele resolveu pensar um pouco antes de me desafiar com a próxima pergunta, que faria meu estômago embrulhar e minhas bochechas ficarem coradas, do tipo que ficam quando encho a cara de whisky.</p>
<p>“Você é sempre tranqüila assim, né? Parece que há uma bolha que separa você do mundo real. E quando você quer que algo estrangeiro te visite você apenas chama baixinho, não insiste. Se a coisa topar, beleza, se não topar, você já esqueceu antes que alguém possa te lembrar. Não é?”</p>
<p>“Bem, é. Eu gosto do que não é real”. O barulho começou a me chamar atenção, e junto com a fumaça me senti num terremoto. Como ele sabia tanto sobre mim? Acreditara que minhas feições sérias escondiam bem quem eu realmente era. Não para ele, não ali. Nem mesmo com o suor das mãos.</p>
<p>“Eu te entendo, moça, mas todos têm que ter um objetivo na vida. A contemplação e o isolamento são capazes de saciar muitas almas, mas não quem convive com elas. O que você está buscando?”</p>
<p>“Eu não sei, não quero objetivos, fins, estradas que me levem a algum lugar. Quero me perder o máximo que puder, não quero chegar. Sou uma mulher de partidas incontáveis, fugas descontroladas, pensamentos avoados. Como alguém assim pode se concentrar em um objetivo? Tenha dó&#8230;”</p>
<p>“Você tem que saber, moça. Hein, o que você quer encontrar levando essa vida?”</p>
<p>“Quero a liberdade”. Pensei em alguma coisa que fizesse o mínimo de sentido para mim e que o confundisse, ele não ia me ganhar com esse papo.</p>
<p>“Liberdade? Mas a liberdade é uma coisa muito grande”! Arregalou os olhos enquanto dava uma tragada no charuto, desdenhando das palavras que eu acabara de pronunciar.</p>
<p>“Mas a opressão é maior ainda. Veja só você, mal me conhece e já me diz o que tenho que fazer, o que posso e não posso querer. Quero a liberdade de poder te dizer que penso livre”.</p>
<p>O barulho era cada vez mais sinônimo de tormento e a presença dele começava a me irritar. Me transportei para outro lugar, e percebendo isso, só restou a ele me fazer uma última pergunta, que ainda está vagando à procura de sua resposta.</p>
<p>“Você quer fazer algum pedido?”</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/locomotivanarede.wordpress.com/195/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/locomotivanarede.wordpress.com/195/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/locomotivanarede.wordpress.com/195/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/locomotivanarede.wordpress.com/195/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/locomotivanarede.wordpress.com/195/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/locomotivanarede.wordpress.com/195/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/locomotivanarede.wordpress.com/195/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/locomotivanarede.wordpress.com/195/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/locomotivanarede.wordpress.com/195/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/locomotivanarede.wordpress.com/195/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/locomotivanarede.wordpress.com/195/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/locomotivanarede.wordpress.com/195/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/locomotivanarede.wordpress.com/195/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/locomotivanarede.wordpress.com/195/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=locomotivanarede.wordpress.com&amp;blog=9682013&amp;post=195&amp;subd=locomotivanarede&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Traga fumaça</title>
		<link>http://locomotivanarede.wordpress.com/2011/04/30/traga-fumaca/</link>
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		<pubDate>Sat, 30 Apr 2011 04:26:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafaela Musto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Dedos imóveis. Larga o objeto, aproveita e pega o maço. Acende, vai em direção à boca machucada.Fecha,traga, abre, suspira, fumaça. De novo. Mais uma vez. E mais algumas vezes até esquecer o que estava fazendo. Que alívio! Que nota era &#8230; <a href="http://locomotivanarede.wordpress.com/2011/04/30/traga-fumaca/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=locomotivanarede.wordpress.com&amp;blog=9682013&amp;post=183&amp;subd=locomotivanarede&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dedos imóveis. Larga o objeto, aproveita e pega o maço. Acende, vai em direção à boca machucada.Fecha,traga, abre, suspira, fumaça. De novo. Mais uma vez. E mais algumas vezes até esquecer o que estava fazendo. Que alívio!</p>
<p>Que nota era aquela? Não sei onde meus dedos estavam e agora sei que minha cabeça não está lá essas coisas. Estica, estrala, deita, esparrama. Que porra de chão gelado!Cobre o pé. Uma olhadinha pra trás, tudo na mesma, sono profundo no sofá, essa não acorda tão cedo.</p>
<p>Maldita insônia, bendito violão. Aonde foi que eu parei? São só três acordes, vai&#8230;</p>
<p>Não, não é nada disso. E se ela acordar? Foda-se, eu preciso tocar, preciso fingir que tenho o que fazer entre um cigarro e outro, não quero ter que assistir essa merda.Desliga. Dedos no maço. Não!Se concentra no violão.</p>
<p>Ta, mais um cigarro. Agora vamos lá. Não preciso desses papéis, o que eles fazem aqui no meio? Só é necessário que meus dedos não se soltem da minha cabeça. Caralho, o que está acontecendo comigo?</p>
<p>Vou acordá-la, acho que chegou a hora de colocar outro objeto no meu colo. E se ela me xingar? Garoto inseguro, ela não vai fazer isso. O segredo é chegar de mansinho. Dedos no rosto. Ei, oi, acorda, meu bem. Merda, ela nem se mexe e eu aqui gastando minhas energias. Fecha, traga, abre, suspira, fumaça. Tosse. Tosse? Acordou, finalmente. Desculpas, eu não queria te acordar. Vício, sabe como é. E que sono sensível&#8230;</p>
<p>Sorriu, ufa. Será que eu tento beija-la? Não, não.Acho que não quero colocar mais cigarro neste despertar tão&#8230;forçado. Não sei, e fumar ta na moda, ela não vai se importar. Ah, vou tentar. Primeiro um abraço, um carinho. Isso, adoro quando você coça os olhos e vira o rosto devagar. Gosto mais ainda quando você faz isso pelada.</p>
<p>Chega, você não quer voltar a dormir? Me lembrei que preciso ocupar meus dedos de um jeito que me dê prazer.Alcança o violão pra mim, não sei por que o larguei naquele canto. Eu deveria estar com ele no meu colo e com a boca ocupada em meio à fumaça. Por que eu fiz isso?Cara, que loucura, deve ser sono.</p>
<p>Vira pra lá, dorme um pouco mais, mas já aviso que vou fazer barulho. Isso, cacete! Tudo que eu procurei a noite toda. Um abandono no chão frio não é o que você merece. Ei, volta aqui&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/locomotivanarede.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/locomotivanarede.wordpress.com/183/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/locomotivanarede.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/locomotivanarede.wordpress.com/183/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/locomotivanarede.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/locomotivanarede.wordpress.com/183/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/locomotivanarede.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/locomotivanarede.wordpress.com/183/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/locomotivanarede.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/locomotivanarede.wordpress.com/183/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/locomotivanarede.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/locomotivanarede.wordpress.com/183/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/locomotivanarede.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/locomotivanarede.wordpress.com/183/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=locomotivanarede.wordpress.com&amp;blog=9682013&amp;post=183&amp;subd=locomotivanarede&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Vai desabar</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Apr 2011 04:59:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafaela Musto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Lorena era uma pessoa precavida: sentindo que a coisa toda ia desmoronar na sua cabeça, ela saía de cena .Era do tipo de pessoa que se adiantava na fuga só para não ter que agüentar meses sem dormir. Mas da &#8230; <a href="http://locomotivanarede.wordpress.com/2011/04/14/vai-desabar/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=locomotivanarede.wordpress.com&amp;blog=9682013&amp;post=175&amp;subd=locomotivanarede&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lorena era uma pessoa precavida: sentindo que a coisa toda ia desmoronar na sua cabeça, ela saía de cena .Era do tipo de pessoa que se adiantava na fuga só para não ter que agüentar meses sem dormir. Mas da última vez o inesperado aconteceu e ela deixou tudo desabar. Não falou uma palavra, não se mexeu e não esboçou reação. Só houve um longo suspiro de olhos cerrados. Apenas deixou cair, e de uma vez só. Foi como se ela quisesse sentir aquilo intensamente ao menos uma vez na vida.</p>
<p>Eu bem que tentei avisar que essas coisas são passageiras. Desde quando brilho nos olhos é sinônimo de alguma coisa? Eu poderia estar drogado o tempo inteiro, meus olhos continuariam brilhando. Bem, não sou tão cruel, mas há a possibilidade. Não entendo de onde ela tirou isso. Só deixou tudo mais complicado, ainda mais depois de alguns meses de céu acinzentado, anunciando que a qualquer momento a primeira gota de chuva perfuraria nosso teto.</p>
<p>Desde que passei a viver no que eu chamo de zona atemporal individual, esqueci de quase tudo que vivi naquela época, nem lembro do que eu gostava nela. Uma noite, também não lembro qual, fui golpeado por uma voz. “Estes pingos machucam um pouco, mas eu não quero entrar! Vem, por que você não quer se molhar? Deixa cair em você, para de ter medo, bobão!”. Acordei e estava tudo calmo ao meu redor, sem vestígios de qualquer tempestade. Como, então, eu sentia que tudo havia desabado?Essa foi a última vez que vi Lorena.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/locomotivanarede.wordpress.com/175/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/locomotivanarede.wordpress.com/175/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/locomotivanarede.wordpress.com/175/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/locomotivanarede.wordpress.com/175/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/locomotivanarede.wordpress.com/175/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/locomotivanarede.wordpress.com/175/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/locomotivanarede.wordpress.com/175/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/locomotivanarede.wordpress.com/175/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/locomotivanarede.wordpress.com/175/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/locomotivanarede.wordpress.com/175/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/locomotivanarede.wordpress.com/175/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/locomotivanarede.wordpress.com/175/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/locomotivanarede.wordpress.com/175/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/locomotivanarede.wordpress.com/175/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=locomotivanarede.wordpress.com&amp;blog=9682013&amp;post=175&amp;subd=locomotivanarede&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O significado de algo em poucas linhas</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Apr 2011 17:22:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafaela Musto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[“A repulsa, pelo contrário, não está ligada ao ódio. Enquanto que o não-querer é a negação de um desejo, a vontade negativa, a repulsa é algo que carrega em si a contradição, pois geralmente, o objeto a qual ela é &#8230; <a href="http://locomotivanarede.wordpress.com/2011/04/07/o-significado-de-algo-em-poucas-linhas/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=locomotivanarede.wordpress.com&amp;blog=9682013&amp;post=169&amp;subd=locomotivanarede&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“A repulsa, pelo contrário, não está ligada ao ódio. Enquanto que o não-querer é a negação de um desejo, a vontade negativa, a repulsa é algo que carrega em si a contradição, pois geralmente, o objeto a qual ela é destinada já nos atraiu fortemente. Fisicamente, é como se ao ver aquilo, nossa cabeça se esquivasse e as mãos o empurrassem para longe. O estômago, uma parte do corpo que não ignora as sensações, sofre um embrulho que nos leva à ânsia. Nossa mente não pode aceitar o corpo estranho perto de nós, pois permitir isso seria consentir com a traição&#8230;”</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/locomotivanarede.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/locomotivanarede.wordpress.com/169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/locomotivanarede.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/locomotivanarede.wordpress.com/169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/locomotivanarede.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/locomotivanarede.wordpress.com/169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/locomotivanarede.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/locomotivanarede.wordpress.com/169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/locomotivanarede.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/locomotivanarede.wordpress.com/169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/locomotivanarede.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/locomotivanarede.wordpress.com/169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/locomotivanarede.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/locomotivanarede.wordpress.com/169/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=locomotivanarede.wordpress.com&amp;blog=9682013&amp;post=169&amp;subd=locomotivanarede&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Deixe as emoções para o final de semana</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Mar 2011 01:21:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafaela Musto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Rafaela Musto Não é à toa que dizem que o inferno é quente. Eu penso nisso todas as noites em que estou lá e me remexo de um lado para o outro, na cama apertada, suando de calor. Quando &#8230; <a href="http://locomotivanarede.wordpress.com/2011/03/14/deixe-as-emocoes-para-o-final-de-semana/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=locomotivanarede.wordpress.com&amp;blog=9682013&amp;post=162&amp;subd=locomotivanarede&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Rafaela Musto</em><br />
Não é à toa que dizem que o inferno é quente. Eu penso nisso todas as noites em que estou lá e me remexo de um lado para o outro, na cama apertada, suando de calor. Quando me deitei, a quarta-feira tinha acabado de começar: o relógio marcava 1 da manhã. Particularmente, eu gosto das quartas-feiras, porque posso dormir um pouco mais e os casos que chegam não são tão cruéis. Não é como nas sextas e sábados, que os ânimos estão exaltados pelo álcool, que acompanham as festas, traições, fugas com namorados e os rachas nas avenidas da cidade.<br />
Três horas depois,o técnico de necropsia veio atrapalhar meu descanso. Nesse dia, eu não sei por que não deixei meu uniforme azul encostado na cadeira ao lado da cama, como sempre faço. Talvez eu soubesse que seria a premiada.<br />
Ainda sonolenta, com meus cabelos desgrenhados e o uniforme amarrotado, torci para que não fosse um caso de estrangulamento, nem uma criança. O técnico me informou que era um corpo baleado com um tiro só e saiu em direção à sala de necropsia. “Ufa”, pensei, “um caso típico de quartas-feiras”. Torci de novo para que não fosse mulher, pois tinha tido uma experiência desagradável no domingo anterior e ainda não tinha me recuperado: a jovem tinha sido afogada pelo primo de sua melhor amiga.<br />
Enquanto bebia um gole de café, me lembrei que ainda tinha uma hipótese, o suicídio. “Não, não é um suicida”, pensei comigo, “ninguém se suicida na madrugada de uma quarta-feira de verão, as famílias não merecem isso”.<br />
Me convenci de que não era um suicida e caminhei até a sala com minha prancheta. Nessas horas da madrugada, não se sabe quem está morto e quem está vivo. Todos que trabalham no IML têm olheiras profundas e rostos pálidos, como zumbis. Olhei para o corpo e avistei uma mulher. Pior ainda, uma mulher suicida. Bem, ainda não se sabia ao certo, mas era provável que sim. Haviam encontrado-a morta em seu apartamento, que estava todo revirado e com as janelas escancaradas, mas sem indício de arrombamento ou violência. De qualquer forma, nós a tratamos como suicida.<br />
Começamos a sessão: o pessoal da necropsia abriu o corpo com maestria, enquanto o coletor de vísceras, aquele baixinho ranzinza (rezo todos os dias para que ele mude de turno), esperava a hora de levar os órgãos para os exames laboratoriais. Segui o trajeto da bala como se estivesse caçando um tesouro. Ah, como eu adoro fazer isso, o corpo vira um campo minado e eu me sinto o mais esperto dos detetives. Encontrei a bala alojada na nuca, parada de um jeito estranho, meio torta, virada para a diagonal esquerda. Olhei para um colega e logo concluímos: suicídio na certa, um tiro desses só poderia ter sido dado por um amador.<br />
As balas de calibre 32 dão muito trabalho para serem retiradas porque são pequenas e só com força elas saem de onde estão. Precisei dar pelo menos umas vinte marteladas para que ela deixasse o corpo. Fiz tudo com o máximo de calma e suavidade que pude, não por dó da moça, mas porque era uma quarta-feira e eu tinha tempo para isso.<br />
Enquanto esperava outro médico retirar os órgãos (o coração estava intacto!), parei pela primeira vez para observar a mulher que estava deitada na minha frente e que eu tinha martelado a cabeça, como se fosse um pedaço de carne.<br />
Me deparei com um vestidinho vermelho, na altura do joelho, algumas pulseiras douradas, brincos de pérola e uma corrente no pescoço com a letra M. Segundo os relatórios, seu nome não começava com M, ela se chamava Soraia Aragão. Oras, então por que um M?<br />
A essa altura, a equipe estava dividida realizando funções que não envolviam o corpo, e Soraia continuava na mesa, com o corpo limpo e costurado. Seus brincos de pérolas brilhavam na sala escura e as tatuagens na perna direita formavam um belo jardim, composto de pequenas flores rosas, amarelas e vermelhas, envoltas em galhos e espinhos.Tudo em Soraia era harmonioso e combinava com o vestido. Até o cabelo estava vermelho, por causa do sangue que havia escorrido em abundância, mas na verdade era preto, comprido e ondulado. Os olhos estavam bem fechados e o rosto moreno com traços suaves, a não ser pela boca inchada, era sereno. Os braços e pernas estavam estirados de uma maneira que transmitiam conforto. Dava a impressão de que ela tinha se preparado especialmente para estar ali, daquele jeito, morta.<br />
Caso concluído, Ana, a faxineira de estômago de ferro, chegou para limpar a sala com tanta disposição que nem parecia que faltavam 20 minutos para as 6 horas. Quando ela saiu, eu continuei em pé, ao lado da Soraia, enquanto alguns colegas voltaram ao inferno para descansar e outros foram atender outro paciente. Sim, nós os chamamos assim, porque, de fato, eles são. Caso contrário, não agüentariam por horas a gente xeretando suas entranhas, como se elas não pertencessem mais a eles.<br />
Teoricamente, eu deveria chamar o rapaz responsável por digitar o laudo, mas ele estava dormindo debruçado na escrivaninha, com os braços por cima do teclado e o rosto apoiado em um maço de cigarros. Aproveitei para passar mais um tempo ao lado da minha nova amiga, antes que ela fosse embora e o dia continuasse sem mais surpresas.<br />
Eu estava tão confortável parada ao lado de Soraia que comecei a pensar não nela, mas em mim. A medicina legal, ao contrario do nome, não é legal. Se eu não tivesse me apaixonado por aquele maldito professor de olhos claros, que me levava ao IML depois das aulas para observar a dissecação de cadáveres, tudo seria diferente e eu teria sido ortopedista. O pior era quando ele falava com aquela voz firme: “você leva jeito pra coisa, menina. Nós precisamos de legistas assim. Fique na área e terá emprego e reconhecimento garantido”. Eu, envergonhada e insegura, não queria desapontá-lo por nada nesse mundo, e sempre respondia que trabalharia com medicina legal, mas não por muito tempo.<br />
Para piorar, meus pais achavam incrível ver a filha sair de casa depois do noticiário apresentado por aquele casal insuportável, para varar a noite na companhia de cadáveres. Até hoje, eles falam de boca cheia que sou médica legista, o que faz com que eu desconfie cada vez mais da sanidade deles. Além do mais, eles sempre erraram nas previsões, e em relação ao meu emprego não foi diferente. Falavam que meu futuro estava certo, que iria me casar com meu ex-noivo, que me traiu e ainda levava a moça para passear no nosso carro, ter lindos filhos e ser uma legista satisfeita. A única palavra verdadeira nessa história toda é legista, nem carro eu tenho mais.<br />
Suspirei e esqueci de mim. Lembrei de Soraia e da nossa afinidade quase instantânea. Fixei meus olhos em suas tatuagens, depois em seu rosto, depois no colar com a letra M. Aquela maldita letra não saía da minha cabeça. Subitamente, me deu vontade de pedir desculpas a ela, e comecei a tremer, mesmo sem sentir frio. Eu acho incrível essa tal sincronia que existe entre olhos e coração, coisa que não aprendi nas aulas de anatomia. Foram os mortos que me ensinaram. Escorreu uma lágrima, que desencadeou num choro baixinho, porém descontrolado. Isso raramente acontecia nesse dia da semana.<br />
O digitador começou a se mexer, logo iria acordar. A última coisa que pensei antes de deixar Soraia foi como eu pude, horas antes, ter desejado mais que tudo não ser perturbada por uma mulher, muito menos por um suicida?</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/locomotivanarede.wordpress.com/162/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/locomotivanarede.wordpress.com/162/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/locomotivanarede.wordpress.com/162/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/locomotivanarede.wordpress.com/162/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/locomotivanarede.wordpress.com/162/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/locomotivanarede.wordpress.com/162/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/locomotivanarede.wordpress.com/162/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/locomotivanarede.wordpress.com/162/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/locomotivanarede.wordpress.com/162/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/locomotivanarede.wordpress.com/162/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/locomotivanarede.wordpress.com/162/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/locomotivanarede.wordpress.com/162/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/locomotivanarede.wordpress.com/162/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/locomotivanarede.wordpress.com/162/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=locomotivanarede.wordpress.com&amp;blog=9682013&amp;post=162&amp;subd=locomotivanarede&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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