A contracultura e a esperança de um futuro melhor:
Com a intensificação da Guerra do Vietnã, entre 1965 e 1967, começa de vez o movimento revolucionário da contracultura, marcado principalmente por uma radicalização dos protestos sociais sem precedentes, questionamento total às autoridades e propagação de propostas alternativas ao mundo consumista, como os ideais hippies, que exaltavam a natureza e a paz acima do conforto e do conformismo, e o psicodelismo, que trouxe consigo a importância da compreensão da mente individual como fundamental para a construção de uma sociedade melhor.
O psicodelismo não tinha nada a ver com movimentos políticos, mas funcionava com um aliado, já que pregava a criatividade livre de obstáculos e a expansão dos estados da mente.
As pesquisas de Timothy Leary sobre drogas alucinógenas e psicodélicas, como o LSD, é considerada como base para o desenvolvimento da corrente humansita da psicologia, por exemplo.
A síntese de todos os elementos da contracultura, vividos dentro e fora dos Estados Unidos, é o festival de Woodstock, que aconteceu em agosto de 1969. Woodstock foi uma espécie de cerimônia sagrada, o acontecimento de uma utopia, tendo a música como o motor de uma das maiores manifestações culturais e políticas já existentes.
O final da década deixou bem claro o impasse em que se encontravam os movimentos de contracultura.
Tinham dois caminhos a seguir: a destruição ou a assimilação, e o sistema capitalista parecia não dar espaço para o surgimento de um sistema alternativo.
Mesmo com os movimentos sociais engolidos pela sociedade, a contracultura e o rock’n’roll foram responsáveis por abalar estruturas, instituições e valores nunca antes questionados, como a liberdade de expressão, a homossexualidade e o aborto, e seu legado persiste por décadas influenciando gerações de artistas e movimentos de ruptura.
Veja um trecho de Jimmi Hendrix tocando em Woodstock:
E pra fechar com chave de ouro, fiquem com Cream tocando a grande Strange Brew!
